No dia 17 de março de 2026, no Auditório da OTICS Campo Grande, foi realizada a reunião com os Pontos Focais da Saúde da Mulher da Área Programática 5.2 (AP 5.2), conduzida por Juliana Seabra e Monica Xavier. O encontro teve como objetivo alinhar condutas clínicas, reforçar fluxos de atenção e apresentar novas diretrizes para o cuidado integral da mulher na Atenção Primária. Foram abordados temas prioritários como o pré-natal, o rastreamento de infecções sexualmente transmissíveis, o seguimento do câncer de colo de útero e mama, e o manejo do climatério e menopausa.

Durante a apresentação, foram destacadas atualizações importantes para a prática clínica, como a inclusão da sorologia para HTLV na primeira rotina de pré-natal e o rastreamento de clamídia e gonorreia em gestantes com até 30 anos, com orientações detalhadas sobre coleta, cadastro no GAL, tratamento e registro no prontuário. Também foi reforçado o fluxo para gestantes com diabetes mellitus ou diabetes gestacional, que devem ser encaminhadas ao pré-natal de alto risco e ao ambulatório de endocrinologia para gestantes.

Outro ponto central da reunião foi a qualificação do seguimento de mulheres com exames alterados para câncer de colo de útero e mama. Foram apresentados dados do SISCAN e indicadores de desempenho das unidades, com ênfase na importância do encaminhamento adequado dos casos com resultados suspeitos (BI-RADS 4/5 e lesões intraepiteliais). Além disso, foi introduzido o novo método de rastreamento do câncer de colo de útero por teste molecular de DNA-HPV oncogênico, com mudanças na faixa etária, periodicidade e fluxos de conduta conforme o tipo de resultado.

Por fim, a reunião abordou a atenção à mulher no climatério e menopausa, fase que atinge milhões de brasileiras e impacta significativamente a qualidade de vida. Foram discutidos sintomas como fogachos, alterações de humor, sono e atrofia urogenital, além de orientações sobre mudanças no estilo de vida, suplementação de cálcio e vitamina D, e o papel das práticas integrativas. O encontro reforçou a necessidade de acolhimento, escuta qualificada e articulação com a saúde mental e a ginecologia, sempre com base em evidências e respeito à singularidade de cada mulher.

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